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Verbo

  • Conceito: são as palavras que indicam ação ou estado (andar, viver, ser, comprar, chover, estudar).

  • Verbos regulares: são aqueles que, quando conjugados, apresentam o mesmo radical. Veja que na conjugação do verbo “cantar” abaixo, o radical “cant” permanece:

Eu canto
Tu cantas
Ele canta
Nós cantamos
Vós cantais
Eles cantam

  • Verbos irregulares: são aqueles em que o radical sofre modificações conforme a conjugação, como no caso do verbo “dizer”:

Eu digo
Tu dizes
Ele diz
Nós dizemos
Vós dizeis
Eles dizem

  • Verbos defectivos: não possuem conjugações em todas as pessoas ou tempos verbais (ex. “banir” não tem conjugação na 1ª pessoa, pois não podemos dizer “eu bano”).

  • Verbos abundantes: possuem mais de uma forma de conjugação (ex. acendido/aceso, matado/morto, fixado/fixo).

  • Infinitivo: são terminados em “ar”, “er” e “ir” (viver, sorrir, cantar, alegrar, ser).

  • Particípio: são terminados em “ado”, “odo”, “ido” e “ida” (vivida, cantado, alegrado, vendido).

  • Gerúndio: são terminados em “ndo” (cantando, sonhando, vivendo, esperando).

  • Forma rizotônica: é quando a sílaba tônica está situada dentro do radical (ex. canto, choro, gritam).

  • Forma arrizotônica: é quando a sílaba tônica está localizada fora do radical (ex. cantei, chorou, gritou).

Tipologia Textual

  • Conceito: é a forma como o texto se apresenta em uma seqüência coesiva lógica.

  • Narração: é o tipo de texto que tem a função de contar uma história (real ou imaginária), com a participação de um ou mais personagens, em determinado tempo e lugar. Características:
    • Predominância de verbos no pretérito imperfeito, perfeito e mais-que-perfeito do indicativo;
    • Há espécies de “flashbacks” (lembranças) por parte do narrador;
    • Há um clímax, que nada mais é do que o momento chave da história;
    • Há uma ideia de tempo e movimento;

ATENÇÃO: Narrador personagem é aquele que narra e participa da história (há verbos na 1ª pessoa). Narrador observador é aquele que apenas conta os fatos, mas neles não tem participação (verbos na 3ª pessoa).

  • Descrição: tem a função de descrever, detalhar, fazer uma espécie de “retrato” de um lugar, pessoa ou objeto, caracterizando detalhadamente todos os seus elementos. Neste tipo textual, os adjetivos são freqüentes.

  • Dissertação: apresenta um raciocínio, uma reflexão, uma análise de dados da realidade. Pode ser classificada em:
    • Expositiva: o autor somente tem a intenção de informar o leitor sobre algo, sem expor seu ponto de vista (ex. texto puramente jornalístico);
    • Argumentativa: neste caso, o autor expõe seu ponto de vista e, por meio de uma efetiva argumentação, tenta convencer o leitor de que suas idéias estão corretas. Tal argumentação se dá geralmente por meio do uso de dados estatísticos, fatos e citações (ex. artigo de opinião). Há um grande emprego de verbos no presente do indicativo e do subjuntivo.

Substantivo

  • Conceito: é o termo que dá nome a seres ou coisas em geral (ex. casa, árvore, menino, goiaba).

  • Comuns: designam uma espécie em geral (ex. pessoa, fruta, cidade).
  • Próprios: individualizam um ser dentro de uma espécie (ex. Maurício, laranja, Recife).

  • Concretos: designam coisas e seres que se pode tocar ou imaginar (ex. lápis, caderno, fada, poeira).
  • Abstratos: indicam estados, qualidades e sentimentos que não se pode tocar, nem imaginar (ex. saudade, amor, tristeza, paz).

ATENÇÃO: seres mitológicos e folclóricos são substantivos concretos, pois nesse caso os mesmos podem ser imaginados (ex. bruxa, saci, Papai Noel, duende, etc).

  • Coletivos: são aqueles que designam um conjunto de seres ou coisas semelhantes (ex. enxame [de abelhas], constelação [de estrelas], arquipélago [de ilhar], alcateia [de lobos], etc).

  • Primitivos: não são provenientes de nenhuma outra palavra (ex. flor, ferro, casa, livro, leite).
  • Derivados: são provenientes de outros termos (ex: florista, ferreiro, casarão, livraria, leiteiro).

  • Simples: possui apenas um radical (ex. chuva, mar, tempo).
  • Compostos: são formados por dois ou mais radicais (ex: guarda-chuva, quebra-mar, passatempo).

Significação de Palavras

  • Sinônimos: são palavras que possuem significados semelhantes. Exemplos: casa/lar, cara/rosto, alegre/feliz, lindo/bonito, triste/aborrecido, saboroso/gostoso, branco/alvo, etc.

  • Antônimos: são palavras que possuem significados opostos. Exemplos: feio/bonito, alegre/triste, bom/ruim, alto/baixo, amor/ódio, claro/escuro, cedo/tarde, cheio/vazio, etc.

  • Homônimos: são termos que possuem a mesma grafia (homônimos homógrafos) ou pronúncia (homônimos homófonos), porém têm sentidos diferentes. Exemplos:
    • Homônimos homógrafos: colher (do verbo “colher”) e colher (utensílio culinário), para (preposição) e pára (do verbo “parar”), jogo (substantivo) e jogo (do verbo “jogar”), etc.
    • Homônimos homófonos: conserto (correção, reparo) e concerto (sinfonia), taxar (cobrar, tributar) e tachar (rotular, considerar), cela (onde ficam os presos) e sela (arreio), etc.

  • Parônimos: são termos que possuem pronúncia e grafia bastante parecidas (não são iguais), mas com significados distintos. Exemplos: mandato (representação política) e mandado (ordem judicial), tráfego (trânsito) e tráfico (comércio, venda), emergir (vir à tona) e imergir (mergulhar), etc.

Pronome

  • Conceito: é o termo que substitui um substantivo.

  • Pronomes pessoais: indicam as pessoas do discurso. Podem ser:
    • Retos: exercem a função de sujeito (eu, tu, ele, nós, vós, eles, você, vocês);
    • Oblíquos: exercem a função de objeto ou adjunto (me, te, nos, contigo, comigo, convosco, lhe);
    • De tratamento: são usados em um contexto mais formal, conforme as circunstâncias (ex. Vossa Excelência, Vossa Eminência, Vossa Santidade.);

  • Pronomes possessivos: são aqueles que dão a ideia de posse de alguma coisa (ex. meu, seu, nosso, minha).

  • Pronomes demonstrativos: como o próprio nome já diz, são termos que demonstram a posição de um elemento (ex. este, aquele, isso, aquilo).

  • Pronomes indefinidos: passam uma ideia de imprecisão e indefinição (ex. alguém, ninguém, tudo, algum).

  • Pronomes relativos: são termos que apontam algo já dito anteriormente (ex. que, o qual, a qual, cujo).

  • Pronomes interrogativos: são usados para propor interrogações (ex. quem, que, quanto, qual).

  • Locuções pronominais: nada mais são do que a junção de duas palavras que equivale a um pronome (ex. cada um, qualquer um, cada qual).

  • Uso do “cujo”: este pronome relativo é um dos elementos mais cobrados em provas. Vejamos agora algumas características da correta utilização do mesmo:

    • É usado para passar uma ideia de posse, conectando um elemento antecedente ao substantivo subseqüente;
Ex: Eu estava falando com o homem cujo filho estuda aqui.

    • Não se usa artigo depois do “cujo”;
Ex: Eu estava falando com o homem cujo o filho estuda aqui. (Errado)

    • Deve-se colocar a preposição antes do “cujo” sempre que a regência do verbo assim exigir.
Ex: A história em cujos fatos acreditei não passava de uma bobagem. (quem acredita, acredita EM algo);
Este é o autor de cujas palavras todos gostam. (quem gosta, gosta DE algo);
Aquele é o parlamentar com cujas propostas não concordamos (quem não concorda, não concorda COM algo).

Plural de Substantivos Compostos

  • 1ª regra: substantivo + substantivo / substantivo + adjetivo / adjetivo + substantivo = ambos os termos vão para o plural. Exemplos:

couve-flor = couves-flores
erva-doce = ervas-doces
alto-relevo = altos-relevos
cachorro-quente = cachorros-quentes
segunda-feira = segundas-feiras
carta-bilhete = cartas-bilhetes

  • 2ª regra: verbo + substantivo / advérbio + adjetivo / preposição + substantivo = somente o segundo termo vai para o plural. Ex:

alto-falante = alto-falantes
beija-flor = beija-flores
abaixo-assinado = abaixo-assinados
contra-ataque = contra-ataques
sempre-viva = sempre-vivas

  • 3ª regra: substantivos ligados por preposição = somente o primeiro termo vai para o plural. Ex:

pé-de-moleque = pés-de-moleque
pimenta-do-reino = pimentas-do-reino
pão-de-ló = pães-de-ló

  • 4ª regra: palavras repetidas = somente o segundo termo vai para o plural. Ex:

reco-reco = reco-recos
bate-bate = bate-bates
pula-pula = pula-pulas

  • 5ª regra: uso do “guarda” = quando tem papel de substantivo, vai para o plural; quando é usado no sentido verbal, fica no singular. Ex:

guarda-volume = guarda-volumes (sentido verbal)
guarda-chuva = guarda-chuvas (sentido verbal)
guarda-treco = guarda-trecos (sentido verbal)
guarda-noturno = guardas-noturnos (papel de substantivo)
guarda-civil = guardas-civis (papel de substantivo)
guarda-florestal = guardas-florestais (papel de substantivo)

Coordenação e Subordinação

  • Oração: é todo enunciado que possua um verbo.

  • Orações coordenadas: são aquelas “independentes” sintaticamente entre si, ou seja, uma não depende da outra para fazer sentido. Exemplo:

Eu deitei e dormi profundamente.
(Veja que as orações “eu deitei” e “dormi profundamente” fariam sentido se ficassem separadas.)

  • Classificação:
    • Orações coordenadas aditivas: indicam um acréscimo de alguma informação. Ex:
Eu fechei os olhos e sonhei com você.
Maria estuda à noite e trabalha durante o dia.

    • Orações coordenadas adversativas: traduzem uma idéia de oposição e contraste. Ex:
Ele estudou bastante, porém não foi aprovado.
Joana se preparou para a entrevista, mas acabou não sendo contratada.

    • Orações coordenadas alternativas: expressam um sentido de alternância. Ex:
Ora falta ao trabalho, ora chega atrasado.
Quer esteja com fome, quer não esteja, você precisa comer.

    • Orações coordenadas conclusivas: passam uma idéia de conclusão. Ex:
Eu me esforcei muito para estar aqui, portanto não vou desistir.
Eu não o conheço, por isso não posso julgá-lo.

    • Orações coordenadas explicativas: justificam e explicam o que é apresentado. Ex:
Não saia à noite, porque é perigoso.
Deixe a janela aberta, pois está fazendo calor.

  • Orações subordinadas: são sintaticamente dependentes da oração principal. Ex:

É preciso que você estude.
(Veja que as orações “é preciso” e “que você estude” não fariam sentido se ficassem separadas.)
 
  • Classificação:
    • Orações subordinadas adjetivas: exercem função sintática de adjetivo. Podem ser:
      • Restritivas: limitam o significado do antecedente. Ex:
O presente que ganhei era maravilhoso. (não são todos os presentes; só o que ganhei)
Gostei muito do filme que assisti ontem. (não são todos os filmes; só o de ontem)
      • Explicativas: explicam algo do antecedente. Ex:
Maurício, que já foi professor, sabe muito bem o que é isso.
Natália, cuja mãe é médica, acabou optando pela medicina.

    • Orações subordinadas adverbiais: exercem função sintática de advérbio. Podem ser:
      • Causais: expressam causa. Ex:
Não vou me pronunciar, uma vez que não sei nada a respeito.
      • Concessivas: indicam uma concessão ou permissão. Ex:
Embora tenha dificuldades, você pode conseguir.

      • Condicionais: traduzem uma condição. Ex:           
Se eu for aprovado, vou ficar muito feliz.
      • Comparativas: expressam uma idéia de comparação. Ex:
A filha é bonita como a mãe.
      • Consecutivas: passam uma relação de causa e efeito, de conseqüência. Ex:
Choveu tanto, que alagou toda a região.
      • Finais: expressam uma finalidade. Ex:
Ele estuda para ter uma melhor condição de vida.
      • Temporais: indicam tempo. Ex:
Ela veio falar comigo assim que ficou sabendo do ocorrido.

    • Orações subordinadas substantivas: exercem função sintática de substantivo. Para identificá-las, geralmente usamos o macete de substituir a oração por “isto”. Ex:
A professora disse que não poderia reavaliar sua decisão. (A professora disse “isto”)
Meu desejo é que você seja feliz. (Meu desejo é “isto”)
É provável que ele chegue antes de mim. (O que é provável? “Isto”)



Concordância Verbal

  • Conceito: é a adequação da flexão do verbo, de forma que este esteja harmonizado com o sujeito da oração.

  • Regra geral: o verbo concorda em gênero e número com o sujeito. Quando há mais de um sujeito na oração, a concordância pode ser lógica (abrange todos) ou atrativa (abrange somente o mais próximo). Exemplos:

Vão ao cinema João e Maria. (concordância lógica, pois “vão” concorda com “João e Maria”)
Vai ao cinema João e Maria. (concordância atrativa, pois “vai” concorda somente com “João”)

  • Coletivos partitivos: no caso de coletivos como “a maior parte de”, “a maioria”, “grande parte”, “uma porção de”, entre outros, a concordância é opcional. Ex:

A maioria das pessoas não busca ajuda. (correto)
A maioria das pessoas não buscam ajuda. (também correto)

  • Haver, fazer: quando tiver o sentido de “existir” ou indicar tempo, são impessoais, ou seja, não vão para o plural. Ex:

Há dias que não te vejo.
Haverá muitas dificuldades no meio do caminho.
Faz dias que não chove.
Faz horas que estou aqui esperando.

ATENÇÃO: se o verbo “haver” for parte de uma locução verbal, o auxiliar também fica no singular, como ocorre no caso da locução “deve haver”. Ex:

Deve haver motivos para tal atitude.
Deve haver milhares de reclamações.

  • Partícula “se”: quando esta é apassivadora, concorda com o sujeito. Quando é índice de indeterminação do sujeito, não. Ex:

Alugam-se casas. (partícula apassivadora, pois “casas são alugadas”; há concordância com o sujeito)
Vendem-se carros. (partícula apassivadora, pois “carros são vendidos”; há concordância com o sujeito)
Precisa-se de vendedores. (índice de indeterminação do sujeito; o verbo não é flexionado)
Estuda-se muito. (índice de indeterminação do sujeito; o verbo não é flexionado)

ATENÇÃO: Para saber a real função da partícula “se”, basta tentar inverter a oração para a voz ativa. Se der certo, trata-se de partícula apassivadora (Alugam-se casas / Casas são alugadas). Se não funcionar ou não fizer sentido, é índice de indeterminação do sujeito.

  • Que X Quem: “que” concorda com sempre com o antecedente. “Quem” pode concordar com o antecedente ou simplesmente ir para a 3ª pessoa do singular. Ex:

Fui eu que vi primeiro. (concorda com o antecedente “eu”)
Fui eu quem vi primeiro. (concorda com o antecedente “eu”)
Fui eu quem viu primeiro. (3ª pessoa do singular)

  • Bater, dar, soar, tocar: concordam com o sujeito. Ex:

No relógio deu uma hora.
No relógio deram dez horas.

ATENÇÃO: Nos casos acima, os sujeitos são “uma hora” e “dez horas”, por isso os verbos são flexionados. Já se tivéssemos uma oração como “O relógio deu vinte horas”, veja que o sujeito é “o relógio”, por isso o verbo concordaria com ele e ficaria no singular. Fique atento!

  • Sujeito no plural com artigo no plural: o verbo sempre concorda com o artigo. Se não houver, o verbo fica no singular. Ex:

Os Estados Unidos não prosseguiram com a negociação.
Estados Unidos é o mais rico país em todo o mundo.
Os Sertões foram uma obra memorável.
Minas Gerais é um importante produtor de leite.

  • Um dos que: é recomendável que a concordância seja feita no plural. Ex:

Danilo era um dos que mais estudavam.
Este filme foi um dos que mais receberam premiações no ano passado.

  • Verbo “ser”: quando indica data ou hora, o verbo concorda com o numeral. Nos casos de “tudo”, “nada”, “isso” e “aquilo”, a concordância é opcional. Ex:

Hoje são doze de julho.
Não acredito que já são oito horas!
Nem tudo são flores / Nem tudo é flores.
Isso são coisas passageiras / Isso é coisas passageiras. 

Concordância Nominal

  • Conceito: é a adequação dos termos da oração feita para que estes harmonizem e concordem em número e gênero com o substantivo.

  • Regra geral: em uma oração com dois ou mais substantivos, o adjetivo pode concordar com todos estes termos (concordância lógica) ou com o mais próximo dele (concordância atrativa). Exemplos:

Menino e menina gordos. (lógica, pois “gordos” abrange “menino” e “menina”)
Menino e menina gorda.  (atrativa, pois “gorda” se refere somente a “menina”)

Chegou atrasada a mãe e o pai. (atrativa, pois “atrasada” se refere somente a “mãe”)
Chegaram atrasados a mãe e o pai. (lógica, pois “atrasados” se refere a “mãe” e “pai”)

  • Obrigado, anexo, quite, mesmo, próprio, possível, tal qual, nenhum: são variáveis. Ex:

- Muito obrigada, disse e mulher.
Os documentos seguem anexos.
Posso dizer que agora estamos quites.
Ela mesma trocou a lâmpada queimada.
O autor escreveu três possíveis finais para a história.
As mães eram tais quais as filhas.
Nenhuns carros passaram por aqui. Não vi nenhuma motocicleta também.

ATENÇÃO: “anexo” é variável, porém a expressão “em anexo” é invariável. Ex: Os documentos estão em anexo.

  • Menos e haja vista: são invariáveis: Ex:

Ela comprou menos roupas dessa vez. Também quis parcelar em menos vezes.
Haja vista os problemas encontrados.

  • Um e outro X Um ou outro: no caso de “um e outro”, o substantivo fica no singular, o adjetivo no plural e o verbo pode ficar no singular ou plural. No caso de “um ou outro”, o verbo fica no singular. Ex:

Um e outro aluno rebeldes fugiu da escola. (é estranho, mas está correto!)
Um e outro aluno rebeldes fugiram da escola. (aqui flexionamos o verbo no plural; também está correto)
Um ou outro aluno fugiu da escola. (neste caso, o verbo sempre fica no singular.)

  • Bastante, meio: quando modificam o substantivo, são variáveis; quando são advérbios, invariáveis. Ex:

Havia bastantes pessoas dentro daquele ônibus. (modifica o substantivo “pessoas” - variável)
Choveu bastante ontem de manhã. (função de advérbio - invariável)
Hoje eu estou meio desanimado. (função de advérbio - invariável)

Ela comeu meia melancia! (modifica o substantivo “melancia” - variável)

Coesão e Coerência

  • Coesão: é a propriedade de ligação, de conexão entre os elementos de um texto, de forma a torná-lo articulado. A coesão “amarra” suas partes, tornando-o harmonioso. Exemplo:

Eu peguei um resfriado. O resfriado me deixou indisposto.
Eu peguei um resfriado que me deixou indisposto. (coesão aplicada)

  • Mecanismos de coesão:
    • Anáfora: é a retomada de uma idéia expressa anteriormente, isto é, quando um termo retoma o valor referencial do antecedente.

Ex: A falta de investimentos na saúde é uma grande ameaça à saúde de todos os brasileiros. No entanto, tal problema não é de fácil resolução.

    • Catáfora: é o oposto da anáfora, ou seja, é quando um termo indica que o referente virá de forma subseqüente.

Ex: A verdade é esta, pessoal: fomos muito bem!

    • Elipse: é a omissão de algum termo da oração que, pelo próprio contexto, já pode ser entendido pelo leitor.

Ex: Joana chegou e logo foi se arrumar. Vestiu o melhor vestido e se perfumou abundantemente.

    • Substituição: é o uso de uma palavra no lugar de outra.

Ex: Meu vizinho comprou um carro novinho. Eu também queria comprar um.

  • Coerência: é a propriedade de ter um sentido lógico. Vejamos alguns exemplos abaixo de incoerências, isto é, situações em que um segmento entra em contradição com outro:

Nós estudamos muito, no entanto fomos aprovados. (isso não é o normal?)
Na Europa estava nevando, por isso fomos tomar sol na praia. (oi?)
Minha mãe foi à farmácia e comprou um carro zerinho! (como assim?) 

Advérbio

  • Conceito: é o termo que modifica um verbo, substantivo ou outro advérbio.

  • Advérbios de modo: bem, mal, melhor, pior, devagar, depressa, propositalmente, decentemente, escandalosamente.

  • Advérbios de lugar: aqui, lá, acolá, atrás, embaixo, lá, longe, perto.

  • Advérbios de tempo: ontem, hoje, amanhã, nunca, jamais, agora.

  • Advérbios de intensidade: muito, pouco, bastante, quase, demasiado.

  • Advérbios de afirmação: sim, claro, realmente, certamente, decerto.

  • Advérbios de negação: não, nunca, jamais.

  • Advérbios de dúvida: talvez, possivelmente, provavelmente, acaso.

  • Locução adverbial: nada mais é do que a junção de duas ou mais palavras exercendo a função de um advérbio. Exemplos:
    • Com certeza (locução adverbial de afirmação);
    • De avião (locução adverbial de modo);
    • À noite (locução adverbial de tempo);
    • De maneira nenhuma (locução adverbial de negação).

ATENÇÃO: algumas palavras podem ser pronomes ou advérbios, dependendo do contexto da frase. Se o termo modificar o substantivo, é pronome; se modificar o verbo, é advérbio. Exemplos:

Ela comprou muitos sapatos.
(Função de pronome, pois “muitos” modifica o substantivo “sapatos”).

Ela comprou muito.
(Função de advérbio de intensidade, pois “muito” modifica o verbo “comprou”).

Adjetivo

  • Conceito: é a palavra que atribui qualidade, estado ou outro atributo ao substantivo (ex. bom, mau, doce, amargo, interessante, preguiçoso, claro, escuro, etc.).

  • Adjetivos uniformes: possuem uma única forma tanto para as palavras de gênero masculino, quanto para aquelas de gênero feminino (ex. homem competente / mulher competente; menino inteligente / menina inteligente; menino feliz / menina feliz).

  • Adjetivos biformes: possuem uma forma para cada gênero (ex. menino mimado / menina mimada; homem burguês / mulher burguesa; João é bonito / Maria é bonita).

  • Locução adjetiva: é a junção de duas ou mais palavras, exercendo o valor de adjetivo. Geralmente, é formada por uma preposição e um substantivo. Exemplos:
    • De terra (locução adjetiva) = terrestre (adjetivo);
    • De criança (locução adjetiva) = infantil (adjetivo);
    • De tarde (locução adjetiva) = vespertino (adjetivo);
    • Com flores (locução adjetiva) = florido (adjetivo).  
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